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Artigo: PSB, esquerda sim! esquerda Sempre!

    
Opinião Socialista - 25/01/2016

PSB: Esquerda sim! Esquerda sempre!
Por: Marcelo Aprígio

Muitos querem dar ao PSB a pecha de direita, mas nós não aceitamos esse título, porque não somos de direita! Ser aliado do PT não nos faz esquerda, como não ser não nos faz direita! O PSB é um partido de esquerda histórico e não vai ser o PT que nos jogará à direita.

O Partido Socialista Brasileiro é o herdeiro daquela que foi o centro da resistência à ditadura do Estado Novo, a Esquerda Democrática, que foi fundada por grandes homens, a exemplo de João Mangabeira (até hoje ícone do nosso partido), Hélio Pellegrino e Antônio Cândido.

O nosso lema é claro: Socialismo e Liberdade. E sob este lema estamos desde nossa fundação em 1947, o PSB surgiu lutando pela redemocratização, ao lado dos trabalhadores. Nascemos lutando e para lutar por um mundo socialmente justo, economicamente próspero e politicamente democrático.

Em seu Manifesto, o nosso PSB compromete-se com a luta pelo fim das desigualdades sociais, pela supressão dos privilégios de classe, pela gradativa superação do capitalismo. Entendemos que as conquistas democrático-liberais são importantes, no entanto, não são suficientes para por fim à exploração do homem pelo homem.

Contra os verdadeiros golpes e opostos aos retrocessos daqueles que sempre se foram contrários ao progresso social, nós, socialistas, defendemos a posse do presidente Juscelino Kubitschek, a posse e o governo de Jango, com suas “reformas de base”, e as Ligas Camponesas comandadas pelo grande Francisco Julião, que foi deputado federal pelo PSB de Pernambuco.

Lutamos sempre pela reforma agrária, pelo direito à terra, nos diferenciamos na jornada “O Petróleo é nosso” e na defesa da Petrobras, o que até hoje fazemos ao defender as investigações do maior escândalo de corrupção da história do nosso país.

Com imenso orgulho, pudemos ter, como um de nossos mais valorosos quadros, Pelópidas da Silveira, o primeiro prefeito de esquerda da cidade do Recife, quem em abril de 64 foi preso e cassado pelo regime militar. Vale dizer que, desde o primeiro momento do golpe militar em 64 resistimos bravamente contra todo aquele regime. O PSB foi cassado pelo AI-2, assim como os demais partidos. No entanto, mesmo depois de cassado o PSB continuou lutando ao lado do povo e pela democracia, seus militantes aderiram à resistência ao regime militar, nas mais variadas formas de luta.

Em 1985, após o fim da longa e escura noite que foi a ditadura militar, Antônio Houaiss, Evandro Lins e Silva, Evaristo de Morais Filho, Jamil Haddad, entre outros, deram início à reorganização do PSB, resgatando o Programa Partidário e o Manifesto de 1947. Devidamente reorganizado, o PSB faria oposição ao governo Sarney e, na Constituinte de 88, pela qual empenhou diversas lutas, defenderia o direito à greve, a unicidade sindical e a reforma agrária, além da punição da tortura como crime inafiançável e sem prescrição.

Em 1989, o PSB integrou a Frente Brasil Popular, e lançou o candidato a vice-presidente de Lula. Na década de 1990, já tendo Miguel Arraes em suas fileiras, o PSB se opôs ao neoliberalismo empregado nos governos de Fernando Collor Mello e Fernando Henrique. No processo de impeachment, que nunca foi visto como golpe, de Collor o PSB teve papel fundamental nas ruas e no congresso. No governo Itamar Franco, o PSB participou com Jamil Haddad na Saúde e Antônio Houaiss na Cultura, até o momento que, por conselho de Doutor Arraes, se afasta do governo.

A partir de 2000, o PSB foi ainda mais protagonista em muitos momentos, por exemplo, quando, através de Eduardo Campos, criamos no Ministério de Ciência e Tecnologia a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Tivemos governos exitosos e de esquerda em diversos estados: PE, PB, AP, ES, DF, PI, além do CE.

Em 2014, lança Eduardo à Presidência da República e mostra que é possível crescer sem fazer concessões políticas e ideológicas, num momento em que as esquerdas do Brasil buscavam (e ainda buscam) novos caminhos, novas formas de caminhar, novas referências éticas e políticas. O PSB apresentou ao Brasil um novo projeto de país e passou a protagonizar e conduzir o processo de renovação e o faz pela esquerda.

O PSB permanece na esquerda, permanece progressista e comprometido com a construção de um projeto democrático e popular, de um Brasil cada vez mais soberano, economicamente próspero, politicamente democrático, socialmente justo, culturalmente diverso, ambientalmente sustentável. 


Afinal, somos a Esquerda Democrática! Esquerda sim! Esquerda sempre!

 

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